Ricardo Toscano (sax alto)

João Barradas (acordeão, acordeão midi)

João Pereira (bateria)

 

Dois dos grandes nomes que emergiram na última década no cenário do jazz feito em terras lusas são, sem dúvida, o acordeonista João Barradas e o saxofonista Ricardo Toscano.

João Barradas conta já com quatro discos em seu nome, para além de um outro coliderado com o tubista Sérgio Carolino, sendo o número de álbuns em que participou e o de prémios que até hoje angariou (quase meia centena!) demasiado grandes para que aqui possam ser listados. Se o seu virtuosismo no acordeão está acima de qualquer comparação e a sua criatividade melódica enquanto improvisador é verdadeiramente notável, mais impressionante ainda será e o sucesso com que lida no seu instrumento com todas as especificidades rítmicas e harmónicas tão caras à linguagem do jazz.

Se Ricardo Toscano foi, durante alguns anos, a nova coqueluche do jazz nacional, ele é hoje um dos seus nomes mais fortes, tendo-se vindo a evidenciar como um saxofonista capaz de lidar com situações tão diferentes como, para além do quarteto que lidera, o contexto de big band, o decateto de Pedro Moreira, os duos com João Barradas ou com o seu vizinho Bruno Santos nos muito badalados concertos de quintal no auge do Covid, a livre improvisação ou a música de John Coltrane.

Toscano e Barradas convidam-nos para esta sua aventura a três, apoiados em João Pereira, membro do quarteto do saxofonista e um dos mais requisitados e premiados bateristas do atual jazz nacional, que tem tocado e gravado também, entre tantos outros, com André Fernandes, Gonçalo Marques, André Santos, Perico Sambeat, Daniel Torres, Jacob Sacks ou Masa Kamaguchi

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